Estamos anunciando previamente nossa última exibição do Cine TC com o documentário "Lixo Extraordinário"
Um trailler bem legal do filme,aqui:
Aguardem as datas e locais !
Projeto de extensão promove atividades para a discussão de temas ambientais
A “Semana da Caneca”, promovida pelo projeto de extensão Tome Consciência, acontecerá no campus Darcy Ribeiro da UnB de 6 a 10 de dezembro. O objetivo principal da semana é lançar uma campanha de utilização de canecas reutilizáveis nas lanchonetes do campus Darcy Ribeiro, Asa Norte. Essa já é uma política adotada pelo Restaurante Universitário da UnB.
Em 2010, o projeto promoveu debate sobre atitudes sustentáveis e começou a desenvolver a campanha, que será lançada oficialmente durante a semana, na atividade realizada no dia 7.
Serão duas as principais atividades da semana. Na terça-feira, dia 7, será o Dia da Caneca. Na hora do almoço, a equipe do Tome Consciência fará uma atividade cheia de surpresas e participações especiais no Udefinho, local entre as Alas Central e Sul do ICC.
Já na quinta-feira, no dia 9, haverá o debate “As faces do lixo”, com a participação de Fernanda Daltro, do Ministério do Meio Ambiente, e de Roney, representante da Central de Cooperativas do DF. O debate discutirá as várias faces dos resíduos sólidos e acontecerá às 14h no Anfiteatro 2, na Ala Sul. O desafio é encontrar uma solução social e ambientalmente sustentável para o lixo.
O Projeto
Iniciado em 2007, o Tome Consciência tem como carro chefe a campanha de redução de copos descartáveis no Restaurante Universitário da UnB. O projeto de extensão é formado por um grupo multidisciplinar, com estudantes em diferentes etapas de seus cursos, sob a orientação da professora Cristina Inoue, do Instituto de Relações Internacionais/UnB.
Serviço
O que: Semana da Caneca
Onde: Campus Darcy Ribeiro
Quando: 06 a 10 de dezembro de 2010
O que: Intervenção Tome Consciência
Onde: Udefinho (entre a Ala Central e a Sul, Campus Darcy Ribeiro)
Quando: 07 de dezembro (terça-feira), às 12h
O que: debate “As Faces do Lixo”
Onde: Anf. 2 (Ala Sul, Campus Darcy Ribeiro)
Quando: 09 de dezembro (quinta-feira), às 14h
Contatos
Bárbara Cruz – 8160 2040 – ba.cruz1@gmail.com
Projete – Comunicação para Sustentabilidade
Ana Carolina Cabral – 8111 6433 – anaccabralm@gmail.com
Tome Consciência
O release foi produzido pelo projeto de extensão Projete - Comunicação para Sustentabilidade, sob a orientação da professora Dione Moura, da Faculdade de Comunicação.
Quando você pensa em consumo, você pensa em quê? Imagino que você pense em shopping, roupas, eletrônicos e muitos gadgets. Certo?
Talvez nem tenha passado na sua cabeça, mas o lugar onde isso é absurdamente explorado é a China. A gente tá cansado de saber que, hoje em dia, tudo é feito por lá.
O fotógrafo francês Alain Delorme explorou isso de um modo bastante sensitivo. Ele foi às ruas da China e fotografou “uma China comunista que se transformou na fábrica do mundo, o Eldorado da economia mundial.”
O resultado é impressionante e nos leva a pensar no que estamos nos tornando. Veja:
As fotos foram forjadas no Photoshop, que fique claro. “Ao exagerar a realidade podemos encorajar novas reflexões sobre ela”, diz Alain. Vale a reflexão. [EnergiaEficiente]
O Brasil atingiu no ano passado mais um recorde de reciclagem de latas de alumínio. Foram reutilizadas 98,2% das latas vendidas.
Ao todo, 198,8 mil toneladas de alumínio, das 202,5 mil toneladas vendidas, foram recicladas.
Os dados constam do balanço da coleta do material divulgado ontem pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas). Com o resultado, segundo as entidades, o Brasil conquista pela nona vez consecutiva o posto do país com maior índice de reciclagem de latas do mundo.
Na comparação entre 2009 com o ano anterior, a quantidade de latas recicladas aumentou 19,9%. Em 2008, foram reutilizadas 91,6% das latas vendidas pela indústria, o que representa cerca de 165 mil toneladas.
Em 2009, a reciclagem das latas de alumínio movimentou R$ 1,3 bilhão. Deste total, R$ 382 milhões foram gerados só com trabalho de coleta do material.
“Se toda coleta de latas fosse feita por uma empresa só, ela estaria entre as mil maiores do país”, complementou Henio de Nicola, presidente da Abal, em entrevista coletiva em São Paulo.
Com a reciclagem do alumínio das latas, também foram economizados 2,9 mil gigawatts-hora (GWh). Com esta energia, seria possível atender à demanda anual de uma cidade como Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, que tem 1,2 milhão de habitantes. [Info]
O saco possui alças que facilitam o transporte da água
Em muitas regiões do mundo, o grande problema envolvendo a água, não é apenas a escassez, mas também a falta de acesso a uma fonte limpa. Indignados com a situação de todas essas comunidades, três designers criaram um saco capaz de transportar comida e purificar água.
Os coreanos Jung Uk Park, Myeong Hoon Lee e Dae Youl Lee desenvolveram o Life Sack. O saco é uma invenção que pode transformar a vida de quem depende de doações de alimentos e não tem fontes de água limpa próximas de suas casas. Life Sack é uma espécie de container para o transporte de alimentos e que possui uma tecnologia diferenciada para o tratamento da água.
O recipiente usa o Processo de Desinfecção Solar de Água, que mata os organismos no líquido contaminado, a partir da radiação UV-A, que penetra com facilidade o PVC de que o saco é feito.
O filtro é capaz de remover todos os microorganismos e purificar a água
Há também, um filtro interno capaz de remover todos os microorganismos que tenham, pelo menos, 5 nanômetros (um nanômetro é igual a um milímetro dividido por um milhão). Para se ter uma ideia da eficiência do filtro, a bactéria causadora da tuberculose tem um tamanho de 200 nanômetros.
Pensando nas pessoas que caminham quilômetros até conseguirem comida e água, os designers ainda adicionaram alças de mochila no produto, o que torna o processo muito mais fácil. Depois, é só expor a água no sol e deixar o Life Sack agir purificando a água.
Não há informações sobre a venda do produto, no entanto, a ideia poderia inspirar até mesmo empresas do Brasil, já que a situação destas comunidades não é muito diferente do que vemos em várias regiões brasileiras, seja no sertão nordestino ou em cidades que não contam com saneamento básico.
*Via EcoD.
Na Universidade de Illinois se costuma beber muito. E foi por causa disso que alguns pesquisadores chegaram na produção de um novo tipo de biocombustível extremamente eficiente. Este combustível é a base de levedura de cerveja!
O que sempre foi brincadeira, agora se tornou realidade: a cerveja (modo de dizer!) virou combustível! O que vai ter de gente fazendo piadinha com isso… =)
Será que as bombas de gasolina vão se parecer com isso?
Entenda:
Caso você ainda não saiba, os biocombustíveis são feitos através do processo de fermentação das culturas e quando a levedura é utilizada para converter a biomassa em açúcares, a fermentação resultante deste processo cria combustíveis como o nosso famoso e velho etanol e novato isobutanol. O problema ocorre quando o fermento morrer se houver uma concentração muito alta dos álcoois nessa sopa explosiva e rica em açúcar.
Assim, para se obter um processo industrial mais eficiente, será necessário produzir lotes mais concentrados para tornar a produção mais eficiente, e é aí que a nova descoberta genética para alavancar o novo processo de produção de biocombustível. O desafio agora é criar as leveduras em grande escala e começar em breve a produção com estes novos genes.
Para citar como exemplo, um dos genes isolados chama-se INO1 e aumentaria a tolerância da levedura de álcool em cerca de 340% o que seria um salto significativo na produção de qualquer combustível. Traduzido em números, essa pequena modificação resultaria em de 70% a mais combustível por lote produzido, tornando esse gene uma mina de ouro para as indústrias de biocombustíveis.
*Via EnergiaEficiente.
Escrito por André Lima. No dia 09 de junho de 2010. Em Artigos
Deputado Aldo Rebello superou seu próprio discurso anti-ambiental. Quem achava que se tratava apenas de jogo de cena quebrou a cara. Em sessão concorrida da Comissão Especial do Código Florestal desta terça-feira, 08 de junho, apenas três dias após o Dia Internacional do Meio Ambiente, o deputado apresentou e leu parte do seu canhestro relatório. Em leitura enfadonha e desqualificando de forma autoritária as organizações e inclusive os técnicos da sociedade civil contrários ao seu posicionamento o Deputado Aldo ofereceu seu tão esperado relatório para praticamente revogar o Código Florestal brasileiro.
Citando de Malthus, a Luiz Gonzaga, o Deputado Aldo demonstrou grande sensibilidade para as teses mais arcaicas do ruralismo do século passado. Comprovou também que não tem nenhuma responsabilidade para com o patrimônio público (ambiental), o Estado de Direito e a Função Social da Terra, teses consagradas na nossa Constituição Federal e caras aos comunistas (neste caso- ex-comunista). Conseguiu (pasmem!) apresentar um relatório muito mais condescendente com os infratores ambientais do que o apresentado pelo Deputado Moacir Micheletto, há mais de 10 anos atrás, e que lhe rendeu o apelido de deputado Moto-serra cunhado por organizações não Governamentais participantes da Campanha SOS Florestas.
Sem maiores delongas, os aspectos mais graves da proposta de Código Florestal TOTAL-Flex de Aldo Rebello são:
1) Anistia geral e irrestrita a todo desmatamento ilegal ocorrido até julho de 2008 cancelando multas, suspendendo embargos e permitindo que ocupações ilegais recentes em Área de Preservação Permanente e Reserva Legal sejam beneficiadas com a manutenção das atividades até que o governo elabora plano de recuperação ambiental.
2) Inverte de forma inconstitucional a responsabilidade pela elaboração de planos de recuperação de áreas objeto de dano ambiental decorrente de crime ou infração atribuindo obrigações ao poder público para elaborar os Planos de Recuperação Ambiental.
3) Permite que os Estados possam reduzir em até 50% as dimensões das áreas de preservação permanente.
4) Revoga a exigência de Reserva legal para as propriedades com até quatro módulos rurais (ex.: 600 hectares na Amazônia), permitindo com isso mais desmatamentos em todos os biomas em todo País.
5) Concede mais 35 anos para a recomposição de RL (pelo Estado) quando esta for exigível. Os trinta anos começaram a contar em 2000, com a MP 2166, mas a proposta é de renovar esse prazo.
6) Abre a possibilidade, sem qualquer critério técnico previamente estabelecido, aos estados e até mesmo municípios de declararem empreendimentos como de utilidade pública para fins de desmatamento em qualquer categoria de área de preservação permanente.
7) Suspende todos os termos de compromissos e de ajustamento de conduta para cumprimento do código florestal já assinados entre produtores rurais e órgãos ambientais em todos os biomas do País.
Além do que foi acima descrito o Deputado Aldo ainda propõe em seu relatório:
A) Em rio com até 5 metros de largura (rios mais vulneráveis a poluição e erosão) a APP passa a ter limite máximo de 5 metros de APP (hoje essa margem é de 30 metros de largura). Com isso abre a possibilidade para novos desmatamentos.
B) A definição de APP em áreas de várzea passa a ser definida pelos estados pois deixa de ter um parâmetro geral federal.
C) No caso de ocupação de área com vegetação nativa entre 25-45° de declividade, que hoje é limitada, a competência para autorizar uso é retirada do órgão ambiental e é atribuída a um órgão de pesquisa agropecuária (não define qual).
D) Formações campestres amazônicas (campinarana, lavrados) passam a ter Reserva legal de 20% (até então aplicava-se a elas o percentual de 35% como cerrado).
E) Permite o cômputo total da APP na reserva legal, mesmo que estejam desmatadas (em processo de regeneração).
F) ZEE pode regularizar desmatamentos ilegais ocorridos até julho de 2008.
G) Permite recomposição de RL com espécies exóticas a critério do órgão estadual (deixa de exigir parâmetro do CONAMA).
H) Desonera empreendimento de interesse público em área rural no entorno de lagoa de ter Reserva Legal, sem definir o que sejam empreendimentos de interesse público (por exemplo condomínios privados podem ser declarados por prefeituras como de interesse público).
I) Permite a compensação financeira para regularização de reserva legal (a lógica do desmate, ocupe, lucre e pague).
J) A averbação de reserva legal deixa de ser obrigatória até que o poder público elabore o PRA.
k) Propõe a recomposição voluntária de Reserva Legal até que o Poder Público apresente o PRA.
L) Permite a consolidação de ocupação em áreas urbanas de risco (margem de rios, topos de morros e áreas com declividade).
Em seu discurso rococônico com citações desconexas que viajam forçadamente de Epicuro a Guimarães Rosa, o Deputado Aldo deixou claro e sem constrangimento que não entende nada e não tem nenhuma responsabilidade com o equilíbrio ambiental no Brasil. Defende o princípio da arrogância humana, que se coloca acima de tudo e de todas as demais espécies e que com sua razão tudo pode. Para ele o Brasil é sobretudo o celeiro do mundo e todos os que não se rendem a essa visão míope e parcial da realidade do país são por ele taxados de inimigos da nação. Infelizmente esse é o cenário que teremos que enfrentar no Congresso Nacional nos próximos dias. Até os ruralistas se surpreenderam com a sintonia entre o relatório de Aldo e suas demandas históricas.
Por isso amigos acompanhem, mandem mensagens e liguem para os seus deputados, e participem das Campanhas SOS Florestas: WWW.sosflorestas.com.br e Exterminadores do Futuro www.sosma.org.br/exterminadores/
Retirado de: http://www.andrelima2010.com.br/wordpress/?p=168